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3045

 

Boa Tarde, amigos,

Desculpem-me àqueles que não atendi prontamente no celular, quando soube da notícia, pois às 13:45h estava saindo da sedação de uns exames que tinha que fazer.

Liguei para a Maria e ela, aos prantos, confirmou a triste notícia.

Passei a tarde me recuperando e na madrugada do sábado fui para Franca.

Triste, tudo muito triste.... Família e amigos incrédulos com o ocorrido.

Ele havia levado o empregado ao Recanto, pegou o trator e foi arar. Depois de uma hora disse que iria embora, pois estava cansado. Pegou a caminhonete e saiu. Na primeira curva, após o portão, bateu na cerca. O empregado ouvindo o barulho foi ver e já o encontrou morto, caído recostado no banco do passageiro.

 O que dizer dele? Difícil, o melhor era ouvi-lo, ouvir suas histórias de vida, suas estórias, suas piadas e principalmente seus inúmeros causos.

 Era um dos meus grandes amigos. Amava a Bigtrails, como poucos, por isso, muitas vezes sua pouca paciência, intransigência e ainda mais “ranzinise”, com algumas pessoas e/ou situações.

 Fez muito por esse Clube, nossos melhores encontros, no habitat bigtrails foram bancados por ele na Serra da Canastra, seu quintal, desde a adolescência. Tinha obsessão pelo domínio bigrtrails.com.br, tanto que o registrou usando o CNPJ da sua empresa. Idealizamos e ele “pediu” ao filho Mateus que fizesse o site da Big. No final até a Sara ajudou, tamanha a pressa e o pouco tempo que o Mateus tinha para se dedicar a tarefa. Palpitamos exaustivamente no ouvido deles, solicitando alterações aqui e ali, até que o site saiu e foi publicado, para nosso orgulho e sossego dos seus filhos.

No 2º. Encontro da Big, o primeiro na Canastra, teve o motor do seu carro fundido, levando as coisas que eu havia comprado em Franca, com recursos arrecadados na lista, para o churrasco no Áqua Minas, junto ao Rio Grande.

 Como seu amigo, Mano, gêmeo univitelino, como gostava de falar que éramos, mais o “Lemão”, queria que ele fosse lembrado por isso, pois àqueles que tiveram o prazer e a honra que partilhar de sua amizade, e eu tive, sabe que ele era muito mais que o Sulkiman, que ele mesmo adorava propalar aos quatro cantos. 

 Agora, apenas lembranças. Poderia escrever linhas e linhas, páginas e páginas, sobre os muitos momentos que vivemos, assim como muitos aqui, mas queria apenas que lembrassem dele como um grande motociclista que foi, aventureiro, que apesar da idade e do porte físico franzino, não dispensava uma boa viajem com poeira, buraco e histórias, de preferência, sempre ao lado de seus filhos. Aqui, outra memória a ser guardada dele, de um baita PAI, orgulho de seus filhos e de sua amada Maria, juntos desde quando ela tinha 14 anos. Na adolescência, ele andava de moto, quilômetros e quilômetros todo final de semana para vê-la, pois estudavam em cidades diferentes.

Nas férias, iam para a praia, em longas viagens de moto, por estradas ainda ruins, mas o prazer e o espírito de aventura, de ambos, era enorme.

Contou-me, que na viagem à Amazônia, quando fez a BR 319, no momento que pararam para descansar e tomar a água que restava, pois não tinham mais o que comer, uma caminhonete com uma família parou e a senhora compadecida da situação, vendo a Sara, moça nova, miúda, naquele fim de mundo, com um pai velho e um amigo, deu a ela um pacote de biscoito e se encaminhado ao Clóvis disse, com repreensão: o senhor é um grande irresponsável, por trazê-la a esse lugar. Ele, sem pestanejar, para espanto da mulher, retrucou: não, minha senhora, irresponsável é ela, pois foi ela quem me trouxe aqui. Contava isso e ria orgulhoso da filha aventureira saída ao pai.

 No inverno passado, ficamos três dias reclusos no Recanto, Ele, eu, Daniel e o Olavo, cunhado. Fazíamos a própria comida e jogávamos conversa fora aos borbotões. Eu, perguntava tudo sobre sua vida, incitava-o a falar e ele, com gosto, me contava com detalhes, que nasceu ali no Recanto, me chamando para mostrar no quarto a cama em que foi concebido e ainda dormia nela. Mostrava sua coleção de objetos e utensílios e armas, muita coisa que pertenceu a sua avó e mãe, de origem francesa, professora do Liceu de Artes e Ofício de Franca.

Dentre muitas outras coisas, disse que seu pai havia morrido de infarto fulminante, dormindo. Simplesmente um dia não levantou às 5:00h da manhã, como era costume, para tirar leite das vacas. Foram ver estava morto na cama. Ironia, teria ele, pouco tempo depois a mesma morte.

E ainda, que parou de cursar engenharia civil no terceiro ano, para assumir a fazenda, depois da morte de seu pai.

 Planejávamos viajar juntos, quase deu, agora em outubro, por conta de compromissos meus com minha mãe, ele voltou, uma semana depois eu fui para sul, fazer algumas serras e conhecer as Missões.

 É isso meus amigos, guardem na lembrança esse ser humano chamado Clóvis Henrique Larrabure da Silva, o Véio Clóvis, o Véio da Canastra, o Marechal, o Véio Ranzinza, Sulkiman, um grande homem, esposo, pai, motociclista aventureiro, mas sobretudo um grande contador de causo, que amava a Big e que deixa grandes e boas lembranças em todos nós.

 

Sid

 

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